Ghostwriting, leitura crítica e oficinas

Você tem o que dizer.
Eu tenho o ofício de escrever.

Escrever é ofício, não dom: pede tempo, atenção e repetição. Escrevo livros, artigos e ensaios sob o nome de quem tem o que dizer e não tem como parar para dizer, e leio originais de quem prefere ouvir a verdade de um leitor antes de ouvi-la do público. Nas oficinas, ensino esse ofício a quem quer aprender escrevendo.

Professor de língua portuguesa e literatura, autor de cinco livros pela Casa do Código. Escrevo para leitores reais, não para algoritmos.

Jonathan Lamim

O que eu faço

Escrever com você. Ler o que você escreveu. Ensinar você a escrever.

Ghostwriting

Seu livro, seu artigo, sua newsletter — escritos por mim, assinados por você. Partimos das suas ideias, das suas entrevistas, do seu material bruto. O texto sai com a sua voz, não com a minha: meu ofício aqui é desaparecer.

  • Entrevistas de imersão até eu ouvir o seu jeito de dizer
  • Estrutura combinada com você antes da primeira linha
  • Revisão em rodadas, até o texto soar seu
  • Sigilo integral: seu nome na capa, o meu em lugar nenhum
Como escrevo com você

Leitura crítica

Você já escreveu. Falta alguém que leia com atenção e diga a verdade: o que sustenta, o que não sustenta, onde o leitor desiste. Vírgula não é o problema do seu original. Estrutura, argumento e voz são.

  • Leitura integral do original, sem diagonal
  • Parecer escrito, com o problema e o caminho de saída
  • Conversa de devolutiva para você discordar de mim
  • Prazo combinado na contratação e cumprido
Como eu leio

Oficinas

Escrever se aprende escrevendo. E, principalmente, sendo lido. Você escreve, eu leio, conversamos sobre o que funcionou e o que não funcionou, você reescreve.

  • Prática com devolutiva, não aula de gramática
  • Grupos pequenos, online ou presencial
  • Leitura dos exercícios entre os encontros
  • Turma aberta, equipe, escola ou uma pessoa só
Como funcionam as oficinas

“Muito além de uma revisão, seus apontamentos objetivos e didáticos, identificando de forma detalhada pontos fortes e aspectos a aperfeiçoar, contribuíram para aprimorar a qualidade de meu livro. Um trabalho profissional meticuloso e abrangente.”

Rubens Filguth · autor

Publicados

Livros que escrevi com o meu nome na capa

Antes de escrever para os outros, escrevi para mim. Cinco livros pela Casa do Código, incluindo dois sobre como se escreve para a internet — e por que quase todo mundo escreve mal.

Capa do livro Amazon AWS

Amazon AWS

Casa do Código, 2016 · fora de catálogo

São livros técnicos. O que eles provam não é assunto — é que sei transformar o que alguém sabe em texto que o leitor acompanha até o fim.

Quem escreve

Sou professor antes de ser escritor

Dou aula de língua portuguesa e literatura na educação profissional. É na sala de aula que se aprende a coisa mais difícil da escrita: perceber, em tempo real, o momento exato em que o outro deixa de entender. Quem escreve sozinho descobre isso tarde demais, quando o leitor já fechou o livro.

Licenciado em Letras e graduado em Marketing. Pós-graduado em Literatura Brasileira e Contemporânea e em Filosofia e Sociologia. Autor de cinco livros pela Casa do Código.

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Escrevo a cada quinze dias no Substack

Ensaios sobre o ofício de ler e de escrever, na seção Arquitetura do Texto — estrutura, voz, os pontos em que um texto perde o leitor. É lá que a escrita nova acontece.

Do blog

Para começar a ler

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Dúvidas frequentes

O que costumam me perguntar

Ghostwriting não é desonesto?
Não. As ideias, a experiência e a autoridade são de quem assina — eu entro com o ofício de transformar tudo isso em texto legível. É o mesmo arranjo que sustenta discursos, biografias e boa parte dos livros de não ficção que você já leu. O que seria desonesto é assinar um pensamento que não é seu; escrever o seu com ajuda técnica, não.
Como o texto fica com a minha voz e não com a sua?
Por entrevista e por leitura. Antes de escrever, eu ouço você falar do assunto por horas e leio o que você já escreveu — e-mails, posts, transcrições, o que houver. A voz de alguém está no ritmo da frase e nas palavras que a pessoa repete sem perceber. É isso que eu procuro. Os primeiros trechos vão para a sua leitura justamente para calibrar isso antes de o livro andar.
Quanto tempo leva um livro?
Depende do tamanho e de quanto material já existe. Um livro de não ficção de porte médio costuma levar de quatro a oito meses, contando entrevistas, escrita e as rodadas de revisão com você. Artigos e ensaios avulsos saem em semanas.
Qual a diferença entre leitura crítica e revisão?
Revisão cuida da superfície: ortografia, concordância, padronização. Leitura crítica cuida do que está embaixo — se o argumento se sustenta, se a estrutura conduz o leitor, se o começo prende e o fim fecha. Você recebe um parecer escrito, não um arquivo com marcações de vírgula. Os dois trabalhos são necessários, em momentos diferentes: leitura crítica antes de reescrever, revisão depois.
Você trabalha com ficção?
Leio criticamente ficção, sim. Para ghostwriting, prefiro não ficção, memórias e conteúdo de autoridade — é onde meu ofício rende mais para quem contrata.
Quanto custa?
Cada projeto tem um escopo próprio, então o orçamento sai depois da nossa conversa inicial. Ela não custa nada e serve para os dois lados decidirem se faz sentido seguir.

Me conte o que você precisa escrever

Uma conversa de vinte minutos costuma bastar para saber se o projeto é para mim — e, se não for, indico quem eu confio.