A escrita em tempos de IA

Jonathan Lamim

Jonathan Lamim

Professor, Escritor e Programador

05 de Janeiro de 2025 2 Min de Leitura
Sumário do Artigo expand_more

Escrever em tempos de IA está se tornando uma “tarefa fácil” e ao mesmo tempo mais difícil do que já é. Parece estranho colocar a escrita dos dois lados da situação, mas você já vai entender.

Antes da IA, um texto era analisado com olhar puro, sem vícios. O leitor ou o cliente que contrata um escritor procuravam por erros de português, por informações inconsistentes e até mesmo por pontos de melhoria.

Agora, na “era do GPT”, leitor e cliente procuram por palavras, termos, estruturas gramaticais, sinais gráficos, emojis e frases que possam ter sido geradas pela IA.

A busca por erros de português, informações inconsistentes e pontos de melhoria se tornou secundária, ou em alguns casos, desnecessária, já que algumas pessoas estão confiando cegamente nas IAs.

Para nós, profissionais da escrita, o trabalho não é mais sobre escrever, ou sobre o que escrever, é sobre o que não escrever. Que palavras não usar para distanciar a impressão de que foi escrito por uma IA.

Cada dia que passa está se tornando crucial olhar o texto palavra por palavra, mergulhar no mais profundo dicionário de GPTês, encontrar não apenas as palavras desse idioma, mas tudo o que possa se parecer com ele.

O olhar humano sobre os textos está se tornando viciado pelas IAs geradoras de conteúdo. De quem é a culpa? Se você é profissional da escrita, ou utiliza IA na sua rotina profissional para criar algum tipo de conteúdo, vale a reflexão.

Jonathan Lamim

Jonathan Lamim

Licenciado/graduado em Letras e Marketing. Pós-graduado em Literatura Brasileira e Contemporânea, Robótica Educacional e Ciência de Dados & Inteligência Artificial. Pós-graduando em Gestão da EPT e Direito Educacional. Autor de 5 livros publicados pela editora Casa do Código.

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