Quem escreve

Sobre

Ghostwriter, leitor crítico e professor de literatura, redação e escrita criativa.

Jonathan Lamim

Dou aula de literatura e escrevo livros que levam o nome de outras pessoas. Nas duas coisas se vê o mesmo instante: aquele em que o leitor solta o fio.

Na sala de aula isso é um rosto. A pessoa está acompanhando, está acompanhando, e de repente não está mais — e dá para apontar a linha exata em que aconteceu. Nos originais que leio antes de irem ao editor, é a página em que alguém fecha o livro e não volta. Depois de um tempo, você reconhece os lugares onde isso acontece, e quase nunca é uma palavra difícil. É uma frase que chega antes da informação de que precisava. É a ordem errada.

É disso que trata o meu trabalho.

O que eu faço

Escrevo para quem tem o que dizer e não tem a prática de dizer por escrito. Livros, artigos e ensaios que saem com o nome de outra pessoa. Escrever na voz de alguém é sustentar um timbre que não é o seu sem que ele soe emprestado — e isso começa muito antes da primeira frase, na escuta.

Leio originais antes de eles chegarem ao editor e devolvo um parecer honesto, o que inclui dizer o que não se sustenta. Vírgula não é o problema de um original: estrutura, argumento e voz são.

Ensino literatura, redação e escrita criativa, na sala de aula e em oficinas. Escrever não é dom que se tem ou não se tem. É ofício — pede tempo, atenção, repetição e revisão.

Trajetória

Sou formado em Letras e em Marketing, com pós-graduação em Literatura Brasileira e Contemporânea e em Tradução Português/Espanhol, entre outras.

Publiquei cinco livros pela Casa do Código, todos sobre tecnologia — e essa é a experiência que mais me ensinou sobre o ofício que exerço hoje: transformar o conhecimento técnico de alguém em texto que se acompanha até o fim é exatamente o problema com que lido todos os dias.

Antes disso, e ainda hoje em parte, trabalhei com programação e com educação. É de lá que vem boa parte do que sei sobre explicar coisas difíceis para quem está aprendendo.

O que escrevo aqui

O centro é o ofício de ler e de escrever: estrutura, voz, leitura de perto, os pontos em que um texto perde o leitor. Às vezes sobre educação, às vezes sobre tecnologia, às vezes sobre o que eu andei lendo. O arquivo é longo e atravessa fases diferentes de trabalho — nem tudo que está nele corresponde ao que escrevo hoje.

Os ensaios mais recentes e regulares saem no meu Substack, a cada quinze dias, na seção Arquitetura do Texto. Assine aqui.

Conheça também o meu Manifesto Intelectual.

Se precisar do meu trabalho: ghostwriting, leitura crítica e oficinas.

Quer trabalhar comigo?

Vinte minutos costumam bastar para saber se o projeto é para mim — e, se não for, indico quem eu confio.